Após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central, as instituições financeiras e corretoras passaram a notificar clientes que possuem ativos ligados à entidade liquidada. As informações foram compartilhadas pela CNN Brasil nesta quarta-feira (19).
O movimento é o início do maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no país.
Como O Brasilianista mostrou anteriormente, o Master tem uma base estimada de 1,6 milhão de credores, com depósitos e investimentos elegíveis ao pagamento de garantias que somam de R$ 40 a 50 bilhões de reais.
Comunicados
Segundo a reportagem, entre as primeiras instituições a alertarem seus clientes está o Nubank, que detalhou os valores investidos no Master e reforçou que a cobertura do FGC é limitada a R$ 250 mil por CPF.
A fintech também forneceu um passo a passo para o acionamento do Fundo, incluindo orientações sobre como baixar o aplicativo, cadastrar-se e solicitar o resgate.
Corretoras como a XP também enviaram mensagens informando que acompanham os desdobramentos da liquidação e que os ativos dos clientes são elegíveis à proteção.
O que aconteceu?
Na terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, isso encerra qualquer possibilidade de venda após o interesse manifestado pelo Grupo Fictor, como mostrou a reportagem do O Brasilianista.
Com isso, o BC também impôs o regime de administração temporária especial (Raet), retirando o controle dos atuais gestores e transferindo a condução para a EFB Regimes Especiais de Empresas.
Como funciona o resgate pelo FGC
O resgate pelo FGC cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. O processo de solicitação requer uma série de critérios e cadastros, além de validação de biometria e conta para restituição do valor.
Além disso, é importante destacar que a recuperação não é imediata. Para saber mais, leia a reportagem do O Brasilianista, que detalha o passo a passo para resgatar seu dinheiro.

