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Economia

Por que BC optou por desligar plataforma do Drex?

O Banco Central não afirmou se a nova fase do programa será realizada em blockchain

Por que BC optou por desligar plataforma do Drex?

O Block News divulgou na manhã da última terça-feira (04), o desligamento da plataforma Drex realizado pelo Banco Central (BC).

Sem atender os requisitos de privacidade e segurança, e a fim de criar uma nova estrutura, o Banco Central desligará, após quatro anos de testes, a plataforma Drex, a partir da próxima segunda-feira (10).

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O Banco Central não afirmou se a nova fase do programa será realizada em blockchain, assim como as anteriores. Entretanto, informou em agosto, que, visando amadurecer a tecnologia, desistiria de blockchain na Fase 3.

Segundo o Valor, uma nova fase deve ser iniciada no próximo ano. O portal entrevistou o diretor geral da tokenizadora Hamsa para América Latina, Henrique Teixeira, que afirmou ser um “banho de água fria” o desligamento do Drex. Segundo ele, “os bancos devem desenvolver suas stablecoins agora”.

De acordo com especialistas, a perda de força do Drex tende a favorecer a criação de sistemas privados baseados em tokens e o crescimento das stablecoins, reduzindo a necessidade de uma moeda digital controlada por um banco central.

O CEO da BBChain, André Carneiro, afirmou: “A fase 2 do piloto Drex cumpriu seu papel, como esperado pelo BC. As tecnologias foram avaliadas pela perspectiva do regulador e, segundo seus critérios, dentro de um escopo bastante amplo e ambicioso, demonstraram necessidades de evolução para atendimento completo.”

André completou dizendo: “Novos modelos de negócios com escopo mais direcionado pelo mercado podem ter requisitos atendidos sem as eventuais restrições regulatórias do piloto Drex. Isso libera o potencial das tecnologias DLT/Blockchain, cabendo ao mercado um maior papel nesta evolução.”

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foi procurada pela equipe do portal Valor e afirmou que a escolha do Banco Central de desativar a plataforma demonstra seu compromisso com a “segurança e estabilidade da futura infraestrutura.”