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Economia

Governo central tem déficit de R$ 14,5 bilhões em setembro, pior resultado para o mês desde 2020

Resultado fiscal mostra avanço nas despesas e desaceleração na receita líquida

Governo central tem déficit de R$ 14,5 bilhões em setembro, pior resultado para o mês desde 2020

O governo central fechou setembro de 2025 com um déficit de R$ 14,5 bilhões, refletindo um aumento de 166,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o resultado negativo foi de R$ 5,17 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30) e repercutidos pela CNN Brasil.

Esse é o pior desempenho para o mês desde 2020, período marcado pelo impacto fiscal da pandemia, quando o déficit chegou a R$ 76,1 bilhões. Em agosto, as contas públicas também haviam apresentado saldo negativo, de R$ 15,6 bilhões.

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A deterioração no resultado fiscal de setembro foi influenciada pelo crescimento de 5,7% nas despesas – R$ 10,2 bilhões a mais do que em 2024 – enquanto a receita líquida teve alta tímida de apenas 0,6%, um incremento de R$ 1,1 bilhão no comparativo anual. Entre os fatores que mais afetaram as receitas estiveram a redução de arrecadação com IPI e o aumento de receitas ligadas ao IOF e à Previdência, segundo o jornal.

Confira o desempenho por órgão em setembro:

  • Tesouro Nacional: superávit de R$ 6,5 bilhões
  • Banco Central: déficit de R$ 87,6 milhões
  • Previdência Social: déficit de R$ 20,9 bilhões

No acumulado de janeiro a setembro, o governo tem déficit de R$ 100,4 bilhões, uma leve melhora de 9,1% se comparado ao ano anterior, quando o saldo foi negativo em R$ 103,6 bilhões. Em 12 meses, o rombo atinge R$ 35,6 bilhões, equivalente a 0,32% do PIB.

Do lado das receitas, o jornal destacou aumentos em arrecadação da Previdência e do IOF, mesmo com queda expressiva no IPI. Já nos gastos, houve forte expansão nas despesas discricionárias, apesar da redução em benefícios previdenciários e em precatórios.

Os dados reforçam o desafio do governo em manter o equilíbrio fiscal diante do aumento das despesas obrigatórias e das pressões por investimentos públicos.