O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de visita do presidente do PL, Valdemar Costa, a Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. A decisão saiu na última quarta-feira (22).
De acordo com o Poder360, o pedido foi realizado por advogados do ex-presidente, mas foi recusado pela 1ª Turma do STF, que o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista dos atos de 8 de janeiro.
No despacho da solicitação de visita, Moraes cita que Valdemar Costa voltou a ser suspeito de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, com a reabertura formal da investigação determinada na última terça-feira (21).
A Corte avaliou a reabertura como necessária após a condenação dos réus do núcleo da desinformação (núcleo 4), responsável pela divulgação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o resultado das eleições de 2022.
Ainda que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tenha formalizado uma denúncia contra Costa, a condenação do ex-presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Rocha, justifica a retomada das investigações. Isso porque o PL solicitou um relatório para o IVL em 2022 que mostrasse inconsistência na contagem dos votos das eleições.
Ainda, o ministro escreveu que as medidas cautelares impostas a Bolsonaro incluem a “proibição de manter contatos com Embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras, bem como com os demais réus e investigados das Ações Penais 2.668/DF, AP 2.693/DF, AP 2.694/DF, AP 2.695/DF, Inq. 4.995/DF e Pet 12.100/DF, inclusive por intermédio de terceiros”. De acordo com o Poder360, Valdemar Costa Neto se enquadra como um investigado da Pet 12.100/DF com a nova investigação.

