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Economia

Ata do Copom afirma juros elevados por “tempo prolongado” e projeta inflação acima da meta até 2026

A incerteza em relação ao ambiente externo, em especial aos Estados Unidos, pautou a decisão

Ata do Copom afirma juros elevados por “tempo prolongado” e projeta inflação acima da meta até 2026

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15% ao ano. Segundo a Ata do Copom, divulgada nesta terça-feira (23), a incerteza em relação ao ambiente externo, em especial aos Estados Unidos, pautou a decisão.

Além disso, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em cortar os juros pela primeira vez em nove meses, para a faixa de 4% a 4,25% ao ano, influenciaria um novo aumento da Selic por aqui, mas o documento do BC sugeriu cautela.

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“O ambiente externo se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. Consequentemente, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, afirma o documento.

Já em relação ao cenário doméstico, o Copom avalia que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue em linha com o esperado, apresentando certa moderação no crescimento, mas com dinamismo no mercado de trabalho.

Ainda, o Comitê afirmou que pretende manter a taxa de juros em 15% ao ano por um período prolongado, para o Brasil conseguir atingir a meta de inflação.

O que a Selic tem a ver com a inflação?

O aumento da taxa Selic ou estagnação em ciclo de alta, o que acontece no momento, ajuda a controlar a inflação, taxa que calcula como os preços dos produtos chegam ao consumidor. Isso porque um aumento dos juros encarece o crédito, o que diminui o consumo e, consequentemente, força os preços a diminuírem.

Atualmente, a meta estipulada para a inflação pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é de 3%, com intervalo de tolerância para que a taxa se estabeleça entre 1,5% a 4,5%. As informações são da Agência Brasil.

No entanto, a expectativa de inflação para o Copom ultrapassa essa meta. O documento mostra projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — principal indicador da inflação no Brasil — em 4,8% ao final de 2025. Em 2026, esse valor é projetado para ter queda e atingir 3,6%.