Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

O PSD deve decidir nos próximos dias se o candidato do partido à Presidência da República será o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG) ou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Hoje, a sigla tem Pacheco como pré-candidato, mas o parlamentar, que patina nas pesquisas, sinaliza que não deve continuar na disputa.

Em conversa com O Brasilianista, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, disse que o partido aguarda a resposta de Pacheco para, se houver desistência, começar a trabalhar na campanha de Leite. Ele espera que a resposta seja dada antes da janela partidária, que é o período em que os deputados têm para trocar de partido sem perder o cargo. O período começa em 3 de março e vai até o fim do mês.

“Temos duas opções de muita força”, disse Kassab.

Eduardo Leite chegou a ser pré-candidato à presidência pelo PSDB, mas saiu da disputa após perder as prévias tucanas para João Dória, governador de São Paulo.

A aliados, Eduardo Leite tem dito que está de “standby”, em diálogo com o PSD, inclinado a aceitar o convite.

Para o presidente do partido, não está em questão se a sigla vai ter ou não um candidato no primeiro turno. Ter um nome na disputa é uma forma do partido investir na própria divulgação e alavancar candidaturas para a Câmara e o Senado. Contudo, Kassab tem dito que, se o PSD não estiver no segundo turno, é muito provável um apoio ao ex-presidente Lula.

Autores

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.