Está prevista para esta terça-feira (18), uma paralisação de servidores por reajuste salarial. A cobrança teve início depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), prometeu aumento para policiais federais. Segundo o sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal), mais de 50% dos servidores devem aderir ao ato. O órgão alerta que a paralisação pode suspender e até mesmo interromper o atendimento ao público, a distribuição do meio circulante, a prestação de informações ao sistema financeiro, entre outros serviços.

Mais do que um aviso ao governo federal, a paralisação será um termômetro para os próprios sindicatos. Líderes das entidades temem que a mobilização seja dificultada por dois fatores: o novo pico de transmissão de covid-19 e o fato de uma parcela considerável de servidores federais estarem de férias.

As entidades também correm contra o tempo, uma vez que a lei eleitoral proíbe reajustes a servidores no período de seis meses que antecedem as eleições. Portanto, se a pressão por reajuste não fizer efeito até o início de abril, o movimento perde força.

“O governo vem tratando com autoritarismo e o diálogo praticamente não existe na questão de campanha salarial para servidores”, destaca o presidente da Fonacate, entidade que representa a elite do funcionalismo público federal, Rudinei Marques.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), órgão que representa cerca de 26 entidades de servidores como o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (ANDES -SN), sinaliza greve entre os dias 14 e 25 de fevereiro, e negocia uma greve geral para o dia 9 de março.


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