Por: BCB

Insatisfeitos com o anúncio de reajuste em 2022 para policiais federais, os servidores do Banco Central (BC) anunciaram que devem iniciar uma paralisação no dia 18 de janeiro. Além disso, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) organiza um movimento de entrega dos cargos de chefia.

“Enquanto despesas com educação, moradia e energia elétrica, dentre outras, apontam aumentos significativos para 2022, a estagnação dos salários acentua a perda do poder de compra dos servidores da Autarquia”, publicou o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

“Os policiais federais e os servidores da Receita Federal terão reajuste salarial em 2022, aprofundando ainda mais as diferenças remuneratórias entre o BC e carreiras congêneres”, também diz a entidade.

A crise teve início na votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022. Em dezembro, o governo firmou acordo para atender parcialmente a demanda de profissionais de segurança pública e destinar R$ 1,7 bi para a reestruturação de carreiras da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Logo em seguida, auditores fiscais, insatisfeitos com o tratamento do governo à categoria no Orçamento de 2022, entregaram pedidos de demissão coletivos. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a falta de solução para acordos salariais relativos ao “bônus de eficiência”, ganho por metas alcançadas nos últimos 5 anos incomoda funcionários-chefes da Receita.