O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, relator da ADI 6696, que questiona a constitucionalidade da lei que instituiu a autonomia do Banco Central, marcou o julgamento da matéria para o dia 18 de junho. A análise acontecerá por meio do plenário virtual. Assim, os ministros terão uma semana para publicar seus respectivos votos (o prazo se encerra no dia 25).
Prédio do Banco Central, em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), o movimento de adesão às listas de entrega das comissões e não assunção de comissões já beira 50%. Dos 3,5 mil servidores na ativa, 1,7 mil assinaram as listas. Os servidores passaram a pressionar por reajuste após o Congresso Nacional aprovar, no orçamento de 2022, a liberação de verba para a correção de salários de carreiras da segurança pública.

“A entrega das comissões não é imediata. A ideia é que todo mundo assine a lista, para termos uma construção coletiva. No futuro, vamos colocar que, se não tiver avanço, o coletivo vai entregar as comissões”, explica o presidente do sindicato, Fábio Faiad.

Frente à pressão, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, deve se reunir com os representantes da categoria na próxima terça-feira (11). De acordo com Faiad, por enquanto, a paralisação de aviso marcada para o dia 18 de janeiro está mantida.

Pressão por reajustes

A crise teve início na votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022. Em dezembro, o governo firmou acordo para atender parcialmente a demanda de profissionais de segurança pública e destinar R$ 1,7 bi para a reestruturação de carreiras da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Logo em seguida, auditores fiscais, insatisfeitos com o tratamento do governo à categoria no Orçamento de 2022, entregaram pedidos de demissão coletivos. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a falta de solução para acordos salariais relativos ao “bônus de eficiência”, ganho por metas alcançadas nos últimos 5 anos incomoda funcionários-chefes da Receita.


Cliente Arko fica sabendo primeiro

Assine o Arko Private, serviço Arko para pessoa física, e tenha acesso exclusivo a um canal privado de interatividade e alertas em tempo real, além de relatórios, Lives Exclusivas e eventos especiais com figuras notáveis da nossa rede de contatos.