Porque os políticos não querem o voto impresso? 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista à Rádio CBN, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) disse que na sexta-feira (6) conversou com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e ele garantiu que respeitará o que for decidido no Plenário da Câmara.

Arthur Lira se reúne com lideranças partidárias na manhã desta segunda-feira, quando deve tentar um acordo para pautar a PEC 135/19 em Plenário na quarta-feira (11). Com a maior parte dos partidos se mobilizando contra a proposta, a tendência é de que a PEC seja rejeitada. A votação é vista por Lira como uma forma de dar um ponto final nessa discussão, que tem gerado atrito entre os poderes.

“Eu não acho esse assunto o mais importante. Ele talvez seja o mais polêmico, que esticou cordas, ultrapassou limites, o que despondera a relação entre os poderes. Os importantes são as reformas, pandemia, vacinação. Tem 200 propostas mais importantes do que essa”, ponderou.

Para Lira, o debate político ficar centrado na discussão do voto impresso, é “o mesmo do rabo abanar o cachorro”.

Ele também voltou a dizer que a PEC não tem apoio suficiente no Senado para ser aprovada.

“Já tem uma PEC aprovada na Câmara [sobre voto impresso] no Senado desde 2015. Se ela fosse aprovada, o TSE teria que implementar. Mas não há vontade política do Senado em apreciar. Por isso que eu disse que é perda de tempo a Câmara aprovar”, destacou.


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