Rachadinha, apesar de crime, é prática comum na política brasileira - Análise Arko
Fotos: Marcos Corrêa/PR

Investigações sobre o possível esquema de rachadinha envolvendo o presidente Jair Bolsonaro poderiam respingar em outras figuras públicas. Por isso, é pouco provável que dê resultados a iniciativa da oposição de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a acusação.

Segundo reportado pelo UOL no início de julho, o presidente Jair Bolsonaro é suspeito de envolvimento em um esquema ilegal de entrega de salários de assessores, conhecido como “rachadinha”, na época em que exerceu os mandatos de deputado federal (1991 a 2018).

Gravações obtidas pelo site mostram a ex-cunhada do presidente, Andrea Siqueira Valle, dizendo que Bolsonaro demitiu o irmão dela (André) porque ele se recusou a devolver a maior parte do salário como assessor.

Investigações sobre o assunto por meio de uma CPI, todavia, são pouco prováveis. Primeiro porque o ato ilícito não teria sido praticado durante o mandato de Bolsonaro como presidente. Segundo porque uma investigação sobre a prática pode respingar em outras figuras públicas.

“A rachadinha é uma praga que está espalhada no legislativo brasileiro desde as câmaras de vereadores, passando pelas assembleias legislativas e chegando até o Congresso Nacional. Então é difícil acreditar que o Congresso iria investigar de forma intensa uma prática que muitos parlamentares podem ter cometido, que consideravam até uma prática natural”, avalia o cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão.


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