Foto: Divulgação/The Rio Times

Ainda sem sinal de acordo, a Argentina se movimenta nos bastidores para articular uma saída ao impasse no Mercosul sobre a revisão da Tarifa Externa Comum (TEC). O Brasil tem se mostrado irredutível na proposta de redução linear de 10% da TEC imediatamente, com outro corte de 10% no fim do ano. A Argentina aceita que o Brasil faça uma redução de 10% agora, e se compromete a baixar 10% da TEC de 75% de suas posições tarifárias em janeiro de 2022, deixando de lado a possibilidade de um segundo corte de 10%.

Para tentar juntar apoio, de acordo com o jornal O Globo, o embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, se encontrou com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney em busca de apoio à posição argentina.

Scioli defende que os planos de modernização e flexibilização do bloco, defendidos pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, oferecem riscos ao Mercosul por violar o Tratado de Assunção.

Além disso, também há tensão diplomática entre Brasil e Argentina sobre a possibilidade de se flexibilizar a dinâmica de negociações dentro do bloco. Apoiado pelo Uruguai, o Brasil defende que os componentes do Mercosul possam negociar acordos com outros países sem precisar do aval dos demais membros. “O Brasil tem que ser a âncora dos grandes investimentos e transbordar a produção para a América Latina. Não vamos ficar presos à região, foi um erro, o Mercosul nos aprisionou”, chegou a dizer o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento.

Esses temas devem ser discutidos em reunião a ser realizada em 8 de junho, em Buenos Aires.