Alckmin se posiciona como presidenciável


O governador de São Paulo (SP), Geraldo Alckmin (PSDB), deu mais um passo na estratégia de antecipar o debate sucessório de 2018. Na semana passada, durante um evento realizado na capital paulista, reafirmou que deseja concorrer ao Palácio do Planalto.

Declarou ainda que pretende ser “o presidente do povo brasileiro, dos empresários que geram emprego, do povo trabalhador que é sacrificado no Brasil, muitas vezes injustiçado”.

Nas últimas semanas, ele fortaleceu seu nome como presidenciável dentro do PSDB. Além dos movimentos políticos realizados pelo governador, o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), declarou que Alckmin “é o primeiro nome da fila” no partido para 2018.

A movimentação de Alckmin e a manifestação de Tasso foram um recado para o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que também trabalha pela candidatura presidencial na sigla para 2018. Aliás, não por acaso diante do fortalecimento do nome de Alckmin no ninho tucano, que aposta numa estratégia de moderação política, Doria mudou o tom de enfrentamento com o PT e o ex-presidente Lula.

Na semana passada, após receber uma homenagem em Campina Grande (PB), o prefeito afirmou que “o discurso do nós contra eles não é a melhor proposta para o Brasil”. Além do discurso moderado de Alckmin ser mais bem visto pelo comando nacional do PSDB, ele vem “amarrando”, a partir de São Paulo, importantes aliados em torno de seu projeto presidencial.

Por exemplo, nos bastidores, Alckmin vem declarando que os acordos com o PSB e o PTB estão bem encaminhados. O PSB é o partido do vice-governador de São Paulo, Márcio França. Já o PTB é a sigla do deputado estadual Campos Machado, que, assim como França, é muito próximo ao governador.

Também na semana passada, Alckmin trocou o secretário do Verde e Meio Ambiente, Ricardo Salles (PP), por Mauricio Brusadin (PP), em meio a negociações para atrair o PP em 2018. A mudança na pasta foi um pedido do presidente do PP no estado, deputado federal Guilherme Mussi.

Fora as negociações com PSB, PTB e PP, Alckmin também acredita que terá o apoio do DEM, ainda que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fale em candidatura própria como forma de valorizar o passe da legenda.

A antecipação da movimentação de Geraldo Alckmin guarda relação com a projeção adquirida por João Doria em todo o país desde que assumiu a prefeitura da capital paulista. Embora Alckmin e Doria falem em “lealdade” um ao outro, está em curso no ninho tucano uma disputa indireta entre ambos pelo posto de presidente da República.

Esse embate deve continuar pelo menos até 9 de dezembro, quando será eleita a nova Executiva Nacional do PSDB. Quem conseguir eleger o novo presidente nacional do partido e controlar os cargos estratégicos do Diretório Nacional dará um passo importante rumo à candidatura presidencial.

Hoje, Alckmin está com mais força interna. Doria, porém, continua no jogo, principalmente porque possui a mesma densidade eleitoral que o governador nas pesquisas de intenção de voto.

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