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Reforma tributária não vai reonerar Zona Franca de Manaus, diz Mourão

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Em reunião com o vice-presidente, empresários amazonenses demonstraram preocupação sobre aumento de impostos para indústrias da região

Em reunião com representantes da indústria amazonense, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, acalmou os empresários dizendo que a reforma tributária não irá retirar benefícios da região. Hoje, as indústrias da Zona Franca de Manaus funcionam sob um regime que garante menor quantidade de impostos: têm isenção de IPI, redução do Imposto de Importação e redução do Imposto de Renda, além de isenção do PIS/PASEP e Cofins em operações locais.

Para Mourão, esses benefícios ainda são necessários para garantir a sobrevivência da indústria na região amazônica. “Esse desmame ocorrerá a partir do momento em que outras condições forem colocadas para que a produção no Amazonas se dê de forma sustentada e dentro de um custo aceitável”, ponderou.

Representantes de associações industriais também aproveitaram o momento de preocupação ambiental do governo para ressaltar a importância da indústria. Em um documento apresentado a Mourão, os empresários da região argumentam que a existência do polo industrial ajuda a evitar que a atividade econômica do estado se volte novamente a atividades que geram desmatamento.

O vice-presidente também defendeu que a região será importante no processo de retomada econômica após a pandemia. “Nosso polo industrial de Manaus é um lugar que pode absorver a chegada de novas indústrias e temos que nos preparar para esse jogo, termos disponibilidade de energia, gente qualificada”, defendeu.

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