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O que esperar das eleições municipais – Análise

As eleições municipais deste ano devem apresentar uma característica atípica em relação aos pleitos anteriores

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As eleições municipais deste ano, em outubro, devem apresentar uma característica atípica em relação aos pleitos anteriores. Além do debate centrado nos temas municipais, como de praxe, deve haver uma “contaminação” do debate nacional, sobretudo por conta da polarização entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na pesquisa CNT/MDA divulgada na semana passada, 33,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em um candidato apoiado ou apoiador de Lula. Outros 15,7% disseram o mesmo em relação a Bolsonaro. Além desse dado quantitativo, outras variáveis devem fazer com que a polarização nacional faça parte do debate municipal. O PT aposta na influência de Lula para melhorar seu desempenho. Vale lembrar que, após eleger 632 prefeitos em 2012, os petistas tiveram uma queda expressiva em 2016, quando conquistaram apenas 254 prefeituras, e também em 2020, quando foram eleitos somente 183 prefeitos.

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O PL, principal partido de oposição apostará, por sua vez, em Jair Bolsonaro como cabo eleitoral para conquistar o maior número de prefeituras possível.

eleições municipais

Valdemar e Bolsonaro – Foto: Reprodução/Youtube

Após Lula dar início, recentemente, a viagens pelo Brasil para anunciar obras e atuar como cabo eleitoral em estados estratégicos, o presidente estará presente, na próxima sexta-feira (02), no ato de filiação da ex prefeita Marta Suplicy ao PT. Marta será a vice do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) na disputa contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que contará com o apoio do bolsonarismo.

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Mobilização

A resposta do bolsonarismo a essa movimentação de Lula ocorreu neste domingo (28). Jair Bolsonaro e seus filhos – Carlos Bolsonaro (vereador), Flávio Bolsonaro (senador) e Eduardo Bolsonaro (deputado federal) – realizaram uma “superlive” de mobilização de seus apoiadores. Essa foi a ação mais expressiva do bolsonarismo desde a derrota na disputa de 2022 ao Palácio do Planalto.

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Com as duas maiores lideranças políticas do país – Lula e Bolsonaro – buscando fortalecer seus partidos, teremos um pleito em que as questões locais se fundirão ao debate nacional, principalmente nas grandes capitais.

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