incêndios no Pantanal
Foto: Chico Ribeiro/ Governo de Mato Grosso do Sul

Com o objetivo de ajudar no combate aos incêndios no norte do Pantanal, o Ministério da Defesa e a Defesa Civil auxiliarão na mitigação desse prejuízo. O anúncio ocorreu, nessa segunda-feira (13), em reunião no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Desde julho, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atuam na região por meio de brigadistas e de aviões. Atualmente, 299 servidores federais promovem o combate ao fogo, com o apoio de quatro helicópteros – dois do Ibama, um do ICMBio, bem como um da Polícia Federal.

A ação é coordenada pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), em uma sala de situação em Porto Jofre (MT), que reúne mais de dez órgãos federais. Ao todo, 87 incêndios foram combatidos no Pantanal. Até o momento, o fogo atingiu 27 mil hectares no Parna e 23 mil na RPPN.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou que desde então, 47 brigadistas federais se concentram na região. Na região, já ocorreram 37 incêndios em terras indígenas, 29 em áreas privadas e 17 em assentamentos. Além disso, quatro foram em unidades de conservação. Ainda, segundo a pasta, quase 36 mil hectares foram queimados no Parque Estadual Encontro das Águas.

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Esforços do governo

A ação do governo federal tem como objetivo prevenir os incêndios que iniciaram em janeiro no Pantanal. Nesse sentido, no mês de maio, ocorreu o lançamento do “Plano de ação para o manejo integrado do fogo no Pantanal”, que tem a participação da sociedade civil e dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Além disso, possui a ajuda de comunidades ribeirinhas da região.

Marina Silva
Marina Silva – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No momento, existem 3.534 brigadistas federais estão atuando no país, de acordo com o MMA. Esse número é 12% maior do que o utilizado no ano passado. “No estado de Mato Grosso, tivemos aumento de 23% dos brigadistas em relação a 2022. É uma questão de emergência, estamos agindo em conjunto”, pontuou a ministra da pasta, Marina Silva.

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