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CRE analisa indicação de Nestor Forster para embaixada do Brasil nos EUA

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Está marcada para quinta-feira (13), na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, a sabatina de Nestor José Forster Junior, indicado pelo governo brasileiro para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Se for aprovada pela CRE, a indicação ainda dependerá da confirmação do Plenário da Casa.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, formalizou o nome de Nestor Forster no fim de outubro, após o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), desistir do cargo.

Nestor Forster é diplomata de carreira, tendo sido promovido a ministro de primeira classe em junho de 2019. Formado em História e em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já foi chefe do Departamento de Política Comercial da embaixada do Brasil em Washington em 1990, e serviu três vezes nos Estados Unidos, e no Canadá e na Costa Rica.

Também foi chefe de gabinete do ministro Gilmar Mendes quando este atuava na Advocacia-Geral da União (AGU), no governo de Fernando Henrique Cardoso, e, antes disso, trabalharam juntos na Casa Civil durante o governo Fernando Collor de Mello. Tem forte ligação com Olavo de Carvalho, tido como o guru do bolsonarismo, e com o conservadorismo americano, tendo sido o principal articulador da palestra que Ernesto Araújo, ministro brasileiro das Relações Exteriores, deu na Heritage Foundation, templo da direita norte-americana, durante visita do chanceler aos EUA.

Casado com a cônsul-adjunta do Brasil em Washington, Maria Thereza Diniz Forster, chegou a pedir licença prévia de suas funções no Palácio do Itamaraty quando sua esposa, também diplomata, assumiu posto incompatível com o dele.

O relator da indicação de Forster foi o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que ressaltou a importância do posto para o Brasil e o momento positivo da relação bilateral entre os dois países.

Em 2018, os Estados Unidos representaram 12% das exportações brasileiras e 16% das nossas importações. Some-se a isso o fato de que os EUA são o país com maior estoque de investimentos no Brasil, estimado em mais de US$ 68 bilhões. Em sentido contrário, o estoque brasileiro de investimentos em solo norte-americano é da ordem de US$ 43 bilhões.

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