Antonio Cruz/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (1), o Diário Oficial da União informou a mudança de 4 dos 7 integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), que reconhece os mortos e desaparecidos da época da ditadura militar brasileira, de 1964 à 1985. 

A alteração foi assinada pela ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e pelo presidente Jair Bolsonaro, uma semana após a emissão de um documento que reconhece o desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, “em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”.

Quando questionado se a mudança foi motivada pelas críticas e polêmicas levantadas após o presidente da República ter afirmado que poderia explicar à Santa Cruz como seu pai morreu, Bolsonaro disse que “não tem nada a ver uma coisa com a outra”. Dentre os novos membros da CEMPD, estão filiados ao PSL e miliares. 

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