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Brasil sediará em 2024 reunião do G20 para discutir geração de energia limpa

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Foz do Iguaçu, no Paraná, vai receber em 2024 evento reunindo duas iniciativas no âmbito do G20, grupo que reúne as principais economias mundiais, para discutir energias limpas, campo em que o país vem se destacando.

A reunião será realizada no campus da Usina Binacional de Itaipu, até 2012 a maior hidrelétrica do mundo (14 mil MW, quando foi superada pela usina de Três Gargantas na China, com 25.500 MW).

Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil foi escolhido para sediar o evento por unanimidade, por reconhecimento ao perfil limpo da matriz energética do país e pela liderança que assume no setor.

Comparecerão a Foz do Iguaçu integrantes dos governos do G20 para a 15ª Reunião Ministerial de Energia Limpa (“Clean Energy Ministerial” – CEM) e a 9ª Reunião Ministerial da “Missão Inovação” “Mission Innovation” – MI). Em 2024 o Brasil vai exercer a presidência do grupo G20.

Segundo o Ministério de Minas e Energia “a CEM e a MI são plataformas multilaterais que reúnem países em desenvolvimento e desenvolvidos, além de organizações internacionais e empresas, com o objetivo de acelerar a transição para as energias limpas ao redor do mundo”.

Acrescenta que o Brasil é membro fundador dessas plataformas e co-lidera iniciativas de alto perfil na CEM, como linhas de trabalho voltadas à modernização dos sistemas elétricos e um projeto multilateral dedicado a ampliar a utilização da bioenergia e promover a bioeconomia sustentável em todo o mundo.

Dados da Agência Nacional de Energia (Aneel) indicam que, no próximo ano, mais de 90% do aumento previsto da geração de energia no país terão o sol e os ventos como fonte. Juntas, as duas fontes (solar e eólica) vão responder por 10,97 gigawatts (GW) de um total estimado em 12,14 gigawatts.

Além da entrega de potência contratada em leilões realizados em anos passados, a demanda por energia mais barata e limpa impulsiona o avanço do segmento e atrai o interesse de grupos investidores estrangeiros. Para a presidente da entidade que representa o setor de geração eólica, Elbia Gannoum, a tendência é manter esse ritmo nos próximos anos.

Para ele, esse nível alto segue até 2027 ou 2028, “e depois ir subindo com a ascensão das commodities verdes. Eólica e solar são fontes que responderão pela oferta energética do país, ainda mais com a entrada de veículos elétricos e do hidrogênio verde”.
Neste ano, essas duas fontes devem ser responsáveis por dois terços da nova potência operada, com 3,73 GW de 5,65 GW ao todo. De um ano para o outro, a potência adicionada por parques eólicos crescerá 2,3 vezes, com mais 4,58 GW. Nos parques fotovoltaicas, o acréscimo será 3,5 vezes maior que neste 2022, com 6,38 GW.

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