Empresas recorrem diariamente ao crédito bancário para financiar suas operações e continuar com o crescimento de seus negócios. Contudo, ao conceder empréstimos, os bancos precisam de ferramentas que reduzem o risco de prejuízo em caso de inadimplência. Para isso, existem as garantias de crédito.
Segundo o Relatório de Economia Bancária (REB), as perdas causadas pela inadimplência estão entre os principais motivos que influenciam o custo do crédito no país. Diante disso, um dos caminhos que podem reduzir esse risco é a oferta de garantias pelo tomador do crédito, explica estudo do Banco Central.
Papel das garantias
As garantias aparecem como instrumentos jurídicos que asseguram o cumprimento de uma obrigação financeira. Essas garantias variam conforme características como liquidez, facilidade de avaliação, custo de execução, além de segurança jurídica e risco de desvalorização. Quanto maior a qualidade da garantia, maior tende a ser o valor recuperado em caso de inadimplência.
Dessa forma, o risco da operação diminui, o que impacta diretamente a taxa de juros cobrada. Com isso, empréstimos com garantias mais sólidas resultam em juros menores, enquanto operações sem garantias ou com garantias de menor qualidade costumam ter custos mais elevados. Quando há maior risco de não pagamento, as instituições financeiras têm a tendência de cobrar juros mais elevados para compensar possíveis prejuízos.
Classificação dos riscos
Os bancos classificam os riscos das operações, levando em consideração quatro aspectos, explica o Sebrae. Entre as percepções analisadas estão a possibilidade de endividamento atual do cliente, qual a capacidade projetada, além de entender os riscos da proposta, como qual o objetivo, a finalidade, o valor e o prazo do crédito, assim como a sua adequação. Por fim, é investigado qual o valor e liquidez que as garantias resguardam para efeito de execução.

