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BRICS: bloco de nações emergentes aceita adesão de mais seis países

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Em comunicado nesta quinta-feira (24), os líderes de países-membro do BRICS anunciaram a entrada de mais seis países no bloco: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. A decisão ocorre durante a 15ª Cúpula de chefes de Estado do BRICS e aumenta o poder econômico do grupo e a possibilidade de acordos comerciais.

O anúncio foi feito pelos governantes do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa, da China, o presidente Xi Jinping, da Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi, e da Rússia, com presença de forma virtual, o presidente Vladimir Putin.

Esta é a primeira expansão do grupo desde 2011, quando a África do Sul foi admitida. Com isso, o BRICS terá cerca de 46% da população mundial e quase 36% do PIB global.

Além da adesão de novos países fortalecer o bloco em relação às nações mais desenvolvidas, a China estava especialmente interessada em ver o seu capital geopolítico crescer no Oriente Médio e América do Sul. Como contrapartida ao apoio pelos convites a outras nações para entrar no Brics, o Brasil pediu que a China e demais países reforcem o pedido para reformas na estrutura de governança global, em especial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Apoiamos uma reforma abrangente nas Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança, com uma visão de torná-lo mais democrático, representativo, efetivo e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento no Conselho para que ele possa responder de forma adequada aos principais desafios globais e apoiar as aspirações legítimas de países emergentes e em desenvolvimento de África, Ásia e América Latina, incluindo Brasil, Índia e África do Sul, de desempenharem um papel maior nas relações internacionais, particularmente nas Nações Unidas, incluído o Conselho de Segurança”, diz a Declaração de Joanesburgo, documento oficial do convite aos novos países.

Moeda comum

O grupo também definiu que bancos centrais e ministérios da Fazenda e da Economia de cada país estudarão formas de utilizar uma moeda de referência do BRICS para o comércio entre eles.

A intenção é diminuir a dependência do dólar nas transações internacionais entre os países-membro. “Essa medida poderá aumentar nossas opções de pagamento e reduzir nossas vulnerabilidades”, afirmou o presidente Lula em seu discurso.

Agenda do Lula

O encerramento da 15ª Cúpula de chefes de Estado do BRICS é nesta quinta-feira, após duas sessões com participação dos países-membro e nações convidadas.

Após o fim da conferência, o presidente Lula realiza uma visita de Estado em Angola e depois participa da conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em São Tomé e Príncipe.

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