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Defendida pelo governo, CPI da Petrobras encontra resistência na Câmara

Uma possível abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras acalorou debates na Congresso na tarde desta segunda-feira (20). O assunto é discutido durante reunião de líderes, que ocorre neste momento na Residência Oficial da Câmara.

 A medida, no entanto, é considerada eleitoreira por deputados ouvidos pelo Brasilianista, que reconhecem no gesto do presidente Jair Bolsonaro (PL), ao defender a CPI, uma tentativa de terceirizar a responsabilidade do problema relacionado aos preços dos combustíveis no país. A Comissão, tradicionalmente um instrumento de minorias como instrumento de investigação para desgastar o governo, é vista até entre líderes da oposição como uma possibilidade pouco viável, sobretudo por causa da proximidade das eleições. 

O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), classificou a ideia como “absurda”. O deputado afirma que o governo federal precisa estabelecer nova política de preços e acabar com a dolarização, o que, segundo ele, teria efeitos mais concretos sobre o problema. 

A mesma ideia é compartilhada pela bancada do PSB que não acredita que essas visões irão prosperar entre a maioria. Bira do Pindaré (MA), líder do partido na Casa, afirma que é uma possibilidade “difícil de apoiar”. ”O governo quer que a gente apoie a PEC dos Combustíveis sem dar espaço para uma discussão mais aprofundada e não faremos isso”, declarou. Por outro lado, Bira garantiu que apoiaria a instalação de uma CPI, mas duvida que a ideia avance.

Em mensagem enviada a lideranças partidárias, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) pediu que os parlamentares orientem as suas bancadas que não assinem nenhum requerimento para instalação de CPI. Ele pede que os deputados aguardem o saldo da reunião em curso para, se for o caso, apoiar a instalação do colegiado somente após o encontro. Barros tomou a iniciativa já que o deputado Luís Miranda (Republicanos-DF) apresentou requerimento e passou a liderar uma possível criação da CPI. 

Há uma avaliação, no entanto, de que o pedido de demissão de José Mauro Coelho da presidência da Petrobras possa arrefecer a ideia. O objetivo do governo, no momento, é nomear para a cadeira Caio Paes de Andrade e ainda substituir o conselho de administração da Petrobras.

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