Ao menos 20 voos nesta quinta-feira (05) sofreram ameaça de bomba na Europa. Companhias como Finnair, Ryanair, LOT entre outras foram afetadas. Os destinos envolviam Itália e Bulgária, partindo de diferentes localidades.
Já na manhã desta sexta-feira (06), houve novos relatos ainda envolvendo a Bulgária, além de Portugal e República Tcheca. Felizmente, nenhuma ameaça se concretizou em um acidente aéreo, contudo, as alegações já foram suficientes para mobilizar diversos órgãos e autoridades responsáveis. Ninguém questionou a autoria até o momento.
Diante dessa crescente ameaça no continente, O Brasilianista buscou entender os protocolos brasileiros em casos similares.
Segundo a FAB
Em nota, a FAB afirmou: "A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informa que uma suspeita de artefato explosivo a bordo de uma aeronave exige atuação integrada entre o DECEA, os órgãos de defesa aérea, a Polícia Federal e o operador de aeródromo".
A instituição ainda deixou claro que os procedimentos adotados estão previstos na Circular Normativa do Controle do Espaço Aéreo (CIRCEA) 100-56, e incluem "concessão de prioridade de pouso, o aumento de separação entre aeronaves e a designação de um controlador exclusivo para o acompanhamento do voo".
O protocolo ainda segue após aterrisagem. Além do avião ser levado a uma área isolada, a Polícia Federal inicia a investigação.
"Nos casos em que a ocorrência também envolva ameaça à segurança do espaço aéreo ou caracterize uma situação de interferência ilícita que demande ações de defesa aérea, outros órgãos do Comando da Aeronáutica poderão ser acionados, conforme a natureza do evento", acrescenta.
Regulação
A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), em reportagem no site, alega que segue normas de seguranças internacionais, descritas na Resolução nº 515, de 8 de maio de 2019, a fim de evitar "sequestro de aeronaves em voo ou no solo; manutenção de reféns a bordo de aeronaves ou nos aeroportos; introdução de armas ou materiais perigosos, sem autorização, a bordo de aeronaves ou nos aeroportos".
A inspeção inclui profissionais treinados e exige que passageiros coloquem nas bandejas todos os objetos pessoais, que passarão por análise de raio-x. A inspeção é feita pelo Agente de Proteção da Aviação Civil (Apac).
O Brasilianista também entrou em contato com a ANAC, que informou não haver disponibilidade de agenda para porta-voz; a Latam que recusou o convite para colaborar; o Aeroporto de Guarulhos, a Polícia Federal e a Azul Linhas Aéreas sugeriram consultar outras entidades; a Embraer e a Gol não retornaram o contato até a publicação desta matéria.
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