Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) começaram as eleições desrespeitando o eleitorado. O trio faltou ao debate organizado conjuntamente pelo grupo Bandeirantes, pela Jovem Pan e pelo Estadão.
A ausência de Lula, que preferiu conceder uma entrevista à Record, e de Flávio são justificadas pelas denúncias do Caso Master, do Dark Horse, do Escândalo do INSS e pelos problemas familiares, como os que envolvem Lulinha e Michelle Bolsonaro.
Tanto o petista quanto o senador do PL não quiseram ser alvos dos outros candidatos. Ambos sabem, assim como suas equipes de campanha, que as denúncias serão usadas pelos adversários para miná-los.
Já a falta de Romeu Zema é impossível de ser explicada. Com apenas 2% das intenções de voto, segundo o DataFolha divulgado na sexta-feira (21), o candidato deveria aproveitar as oportunidades para aparecer.
Os alvos: Lula e Flávio
Participaram do debate apenas os candidatos Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Renan Santos chamou o atual presidente da República e o senador do PL de "bandidos", "canalhas" e "covardes". "[Lula e Flávio] não têm coragem de falar dos crimes que cometeram", disse o candidato do Missão.
Ronaldo Caiado destacou que Lula e Flávio são os candidatos a presidente mais rejeitados do país e que nenhum dos dois adversários têm "autoridade moral" para presidir o Brasil.
Augusto Cury cobrou a falta de Lula, argumentando que o atual presidente deveria explicar o caos na Educação — que é competência de estados e municípios, principalmente — e ignorou a ausência de Flávio.
E as propostas?
O debate foi morno, principalmente porque Lula e Flávio, dois principais candidatos, faltaram. Renan, Caiado e Cury falaram de Saúde, Segurança e Educação, principalmente.
Caiado aproveitou o debate da Band para destacar seus feitos como governador de Goiás. O candidato do do PSD destacou, principalmente, sua atuação na Segurança Pública, única área em que Goiás é visto como exemplo no Brasil.
Renan Santos falou em impor Estado de Defesa, para combater a criminalidade e acabar com as facções. Também disse que não será subserviente à China, como Lula e o PT, nem aos EUA, como Flávio Bolsonaro e sua família.
Cury também defendeu a soberania do Brasil ao dizer que pretende pacificar a relação com os EUA sem danificar as relações com a China. Prometeu ainda focar na melhoria da educação, em todas as esferas (de ensino e de governo).
Porém, independente das propostas serem boas os ruins, os candidatos não têm votos suficientes para sequer chegarem ao segundo turno. Mesmo que o trio some seus eleitores, terão 11%, segundo os dados do último DataFolha.

