O Presidente reapareceu hoje no Council of the Americas, após dias sem se mostrar em público.
O discurso, como é natural nesse âmbito empresarial, começou sendo econômico — curiosamente, criticou empresários — e destacando suas conquistas, embora depois tenha derivado para temas mais políticos e culturais que não chegaram a permear a agenda midiática.
Embora tenha sido deixado transcender que ele pessoalmente o havia elaborado sozinho e que havia se empenhado, não está claro o que buscou conseguir. Porque, se o que quis foi reivindicar a economia, que foi o inicial e aparentemente o nuclear, não deixou de ser uma colocação subjetiva e com números que dificilmente convençam aqueles que não recebem os benefícios de tais conquistas.
Sua reaparição coincidiu com o final de uma série de reuniões do chefe de Gabinete, Diego Santilli, e do ministro da Economia, Luis Caputo, com governadores para retomar a atividade parlamentar. Estiveram com os governadores e funcionários do Norte Grande, e os funcionários Daniel Gonzalez e María Tettamanti, com quem acordaram os subsídios para as zonas quentes; também visitaram Catamarca, onde se encontraram com os governadores Raúl Jalil e Elías Suárez, da província anfitriã e de Santiago del Estero, respectivamente, onde foi necessário apoiar uma rede de aquedutos, e com o governador neuquino, Rolando Figueroa, onde concederam subsídios para zonas frias em troca do apoio parlamentar à Reforma Eleitoral e à da Carta Orgânica do Banco Central.
Se cada lei implica semelhante mobilização de funcionários e recursos, é imaginável que a atividade parlamentar vai desacelerar e que os projetos que ainda restam para serem tratados não serão rigorosamente muitos. Lembremos que está pendente, além dos mencionados, o orçamento; nada mais, nada menos. Levemos em conta também que isso que estaria sendo acordado estava previsto para ser tratado na semana que passou e a um custo que não parece que possa ser projetado muito longe em matéria de recursos.
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