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Geopolítica

OpenAI e Anthropic estão vendo “império” cair para a concorrência

As empresas querem vender modelos mais baratos

OpenAI e Anthropic estão vendo “império” cair para a concorrência

A crise de recursos para as empresas de tecnologia já está mostrando seus efeitos. Os principais laboratórios de inteligência artificial (IA) dos Estados Unidos, como OpenAI — dona do ChatGPT — e Anthropic, buscam lançar modelos mais baratos para tentar reter clientes.

A percepção é de uma guerra de preços entre as companhias do setor, em meio a um aumento expressivo do custo da produção. Além disso, os clientes estão migrando para alternativas de preços mais baixos, geralmente oferecidos pelos produtos chineses.

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Empresas da China como Moonshot e DeepSeek estão conquistando mais usuários do Vale do Silício, Europa e outras regiões, na intenção de encontrar valores menores por uma tecnologia similar.

Reportagem da Financial Times mostrou que a OpenAI quer reduzir em 80% os preços de sistemas como o GPT-5 Luna, seu modelo mais rápido e acessível. Já a Anthropic oferece o Claude Opus 5 como uma solução avançada por valor mais baixo. O objetivo é reduzir boa parte dos preços pagos pelos clientes em modelos de laboratórios americanos, impedindo a “fuga” para as concorrentes chinesas.

Vale lembrar que a OpenAI e Anthropic preparam suas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) e dependem de boas avaliações para precificarem no mercado.

Empresas de IA tentam fugir da regulamentação

Um movimento que também pode impedir o retorno no longo prazo é a tentativa de regulamentação das plataformas que diversos países já tentam aplicar.

Representantes da OpenAI, por exemplo, têm conversado com parlamentares para tentar convencê-los de que não integra o grupo das big techs. O objetivo por trás da tentativa é evitar as tributações em debate no Congresso Nacional, como os projetos de lei que regulamentam a inteligência artificial.

No entanto, fontes a par das tratativas afirmaram a O Brasilianista para esta matéria que deputados têm dito jocosamente que a tributação alcançará a todos, inclusive a “Série B” das big techs.

Dados apresentados em agosto pela OpenAI mostram que a empresa atende 50 milhões de usuários mensais no país, tornando o Brasil seu terceiro maior mercado, atrás de EUA e Índia.

Datacenters ao redor do mundo em escassez

Os principais centros mundiais de pesquisa em inteligência artificial estão concentrados em organizações como Google DeepMind, OpenAI, Anthropic, Microsoft Research, Meta AI e DeepSeek.

Essas instituições são responsáveis por parte dos avanços que impulsionaram os modelos de linguagem, sistemas multimodais e ferramentas de automação que ganharam espaço nos últimos anos.

Universidades como Stanford, Carnegie Mellon, MIT, Universidade de Pequim, Universidade de Tsinghua e Universidade de Zhejiang também ocupam posição de destaque na produção científica da área. Essas instituições mantêm forte integração com laboratórios privados e centros de pesquisa especializados.

Porém, o aumento dos data centers impulsionados por inteligência artificial (IA) pressiona as cadeias de suprimentos globais. A escassez de suprimentos para a fabricação de itens de tecnologia abala boa parte das empresas ao redor do mundo, especialmente aquelas de países que dependem do Estreito de Ormuz para a comercialização.

A passagem no Oriente Médio está bloqueada em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã. Sem possibilidade de comercialização em massa, a oferta diminui ao mesmo tempo em que a demanda cresce exponencialmente. Por consequência, os preços dos produtos podem ser ajustados para cima de forma significativa.

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