Sigla que tem se popularizado no meio empresarial, a ESG é utilizada como critério para avaliar práticas ambientais, sociais e de governança das empresas. O conceito vem sendo aplicado para reforçar o compromisso das organizações com a sustentabilidade, responsabilidade social e transparência.
Segundo o Sistema Indústria, as empresas que têm seguido as práticas da ESG tendem a apresentar melhor desempenho a longo prazo, assim como são vistas como menos arriscadas. Além disso, as ações têm sido utilizadas por investidores como requisito na hora de contratar serviços, reconhecendo que as práticas podem impactar no desempenho total do negócio.
Como já explicado as políticas de ação da ESG são divididas em três âmbitos. O ambiental condiz à forma como uma empresa gerencia e impacta o meio ambiente. Nisto estão incluídas práticas relacionadas à sustentabilidade, gestão de resíduos e conservação de recursos naturais, além de proteção da biodiversidade.
Quanto ao social, é avaliada a gestão de relações da empresa com seus funcionários, fornecedores e clientes. As empresas, podem desenvolver, por exemplo, ações de direitos humanos, saúde e segurança no trabalho, inclusão, diversidade e relações trabalhistas.
Na governança, é observada a gestão da empresa, como a forma como é governada, a estrutura de sua liderança, remunerações, direitos dos acionistas e transparência nas operações. Algumas empresas, inclusive, já estabelecem um dia para realizar palestras com funcionários para explicar as práticas adotadas no local de trabalho.
Críticas
Apesar de ainda ser forte no Brasil, a ESG nos últimos anos tem sido alvo de críticas, principalmente por parte de empresários norte-americanos, que argumentam que as pautas sustentáveis representam um entrave entre à prosperidade econômica das empresas, ao limitar a maximização dos lucros, afirma o Valor Econômico.
As discordâncias deram início ao movimento anti-ESG, que ganhou força entre 2022 e 2023. A mobilização contra foi tão forte que estados americanos passaram a aprovar leis para dificultar o investimento sustentável, bem como surgiram fundos de investimento anti-ESG.

