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Geopolítica

“Dama de Ferro”: Sanae Takaichi é única mulher eleita primeira-ministra do Japão — veja o que esperar do seu governo

Ela promete um governo conservador com guinada à direita, sem foco em diversidade ou igualdade de gênero

“Dama de Ferro”: Sanae Takaichi é única mulher eleita primeira-ministra do Japão — veja o que esperar do seu governo

Sanae Takaichi foi eleita nesta terça-feira (21) como a nova primeira-ministra do Japão e é a primeira mulher a ocupar esse cargo no país, após cerca de 30 anos na carreira política.

Aos 64 anos, ela é líder do partido governista Liberal Democrata (PLD) e promete um governo conservador com guinada à direita. De acordo com o g1, ela substitui o premiê Shigeru Ishiba, que após duas derrotas eleitoras foi forçado a renunciar do cargo.

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Com foco no conservadorismo, a nova premiê deve propor resoluções para a economia japonesa que está desacelerada, além de uma expectativa de novas leis de defesa e restrições à imigração.

A votação no Parlamento do Japão registrou 237 votos na Câmara Baixa e 125 votos na Câmara Alta. No entanto, sua vitória já estava declarada após o PLD e o Partido Inovação do Japão, também de direita, formarem uma aliança.

O que esperar do governo de Sanae Takaichi?

No setor econômico, Takaichi terá o desafio imediato de controlar a inflação do Japão, de acordo com o g1. Além disso, ela deve apresentar até dezembro um pacote de estímulos na economia.

Em relação à agenda de igualdade de gênero e diversidade, a premiê já afirmou que a pauta não será sua prioridade e que deseja se tornar uma “dama de ferro japonesa”. Sua inspiração é a ex-premiê britânica, Margaret Tatcher, que se consolidou como uma das figuras políticas mais influentes do século XX, também com pautas conservadoras.

Takaichi já afirmou ser contra medidas que ampliem os direitos das mulheres e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao mesmo tempo, ela defende a sucessão imperial exclusivamente masculina e o uso do mesmo sobrenome para casais.

A nova pimeira-ministra também deve dar maior atenção a questões militares, reforçando sua estrutura. Ela anunciou duas ministras mulheres e 16 homens em seu governo, apesar das promessas ao gabinete de aumentar o número de mulheres na política do Japão.