O ex-presidente Lula manifestou-se em suas redes sociais nesta quarta-feira (27) sobre a sua partição em debates eleitorais.

Segundo Lula, o PT propôs que fossem três debates durante o processo eleitoral em um pool, para que ele pudesse viajar o Brasil e não ficar refém de uma infinidade de debates. “Eu vou em debate com qualquer pessoa. O Bolsonaro só quer ir no segundo turno. Mas ele tem que lembrar que pode não ter segundo turno”.

Por fim, disse: “Eu não sou político de gabinete que só espera debate para aparecer. Eu gosto de viajar, de ver, de abraçar as pessoas. Quando recebermos a resposta do pedido que fizemos estarei pronto para fazer os debates.”

A estratégia de não ir em debates não é uma novidade das eleições de 2022. Candidatos à presidência da República que lideravam as intenções de voto tiveram comportamento semelhante desde a redemocratização.

FHC em 1994, era líder das pesquisas, e foi em apenas um de três debates que estavam planejados. Em 1998, não houve debates no primeiro turno. Lula, por sua vez, não compareceu a nenhum do primeiro turno em 2006, mas esteve em todos do 2º turno. Dilma foi em praticamente todos os debates presidenciais em 2010 e em 2014.

Autor

  • Pedro Leal é Jornalista e Cientista Político, formado pela Universidade de Brasília. Trabalha na Arko Advice há mais de dois anos, atualmente como analista político com foco em inteligência no legislativo e mapeamento de stakeholder. Tem experiência no atendimento de fundos de investimento internacionais, associações de classe e multinacionais. Foi um dos coordenadores do Projeto Politeia, projeto de simulação do processo legislativo da Câmara dos Deputados e UnB.