Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em Manaus | Foto: Jose Zamith de Oliveira Filho/© jZamith

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reunião agendada para as 16h desta segunda-feira (11), com seu colega da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Os dois ministros vão discutir o resultado da viagem que Sampaio fez à Europa na semana passada para apresentar a investidores a 7ª Rodada de leilões de aeroportos.

Previsto para o próximo mês, essa rodada (a penúltima) vai oferecer ao setor privado 15 aeroportos, incluindo o de Congonhas, na cidade de São Paulo, um dos mais movimentados do país. A rodada ainda tem terminais no Rio, Minas, Mato Grosso do Sul, Pará e Amapá.

Parcerias consolidadas

O secretário especial do Programa de Parcerias em Investimento (PPI), Bruno Westin, acredita que as parcerias com o setor privado se encontram consolidadas e vão seguir sendo executadas, seja qual for o presidente eleito em outubro. Conforme declarações à Agência Infra, o secretário garante que haverá uma carteira, com projetos em vários estágios de desenvolvimento. “O próximo governo vai se beneficiar desses estudos”, afirmou.

Funcionário de carreira do Tesouro Nacional, Bruno Westin chegou ao cargo em maio com a saída de Martha Seillier, que deixou o programa para assumir funções no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele fala em melhorar a carteira do PPI, buscando dar noção mais exata ao público externo sobre as etapas em que cada um dos projetos em carteira no órgão se encontra.

Balanço mais recente do programa de parceria mostra que já foram realizadas 150 ações de estruturação de projetos que foram a leilão. A estimativa de investimentos futuros situa-se na casa de R$ 860 bilhões, fora R$ 150 bilhões que foram pagos em outorgas, pelos vencedores dos certames.

Em junho passado, a carteira do PPI tinha 175 projetos federais e apoio para estruturação ou licenciamento e outras 55 propostas de entes subnacionais (estados ou municípios). Foram feitos projetos envolvendo iluminação pública, parques naturais, resíduos urbanos e irrigação. Mas, segundo o secretário, a experiência mostrou a necessidade de criação de metodologia na elaboração dessas propostas.

Autor

  • Jornalista, formado pela UFMG, em 1973. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda e sub-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (1994 a 2003) e integrante da Assessoria Parlamentar da ANTT (2015-2021).