Fachada do Ministério da economia na Esplanada dos Ministérios. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A PEC dos Auxílios, que amplia benefícios sociais e cria novos programas em caráter emergencial, tem custo estimado de pouco mais de R$ 41 bilhões extrateto, cheque considerado bastante vultuoso para a equipe econômica. Por isso, a possibilidade de ampliar os gastos da proposta além do que já está estimado não encontra apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, o que vetaria a inclusão de novos auxílios.

Contudo, nos bastidores da Câmara, há uma pressão para ampliar o escopo de beneficiários. O relator da matéria, Danilo Forte (União-CE), avalia incluir a categoria de motoristas de aplicativo, que ficaram de fora durante a votação no Senado. Entretanto, segundo o deputado, as eventuais alterações na proposta só serão feitas mediante consenso e que, até o momento, tudo o que foi considerado se trata de sugestões.

Na discussão do Senado, os parlamentares entraram em um acordo para criar uma PEC paralela, a fim de contemplar a categoria que também depende diretamente do combustível, já que os taxistas foram adicionados no relatório final com reserva de R$ 2 bilhões.

Conforme texto aprovado pelo Senado, o projeto traz pacote para turbinar programas como o Auxílio Brasil, Alimenta Brasil, vale-gás, além de estabelecer repasses a caminhoneiros e taxistas como forma de compensação pelo alto preço dos combustíveis.

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  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.