Daniella Marques, ligada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e atual secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do ministério foi escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para a presidência da Caixa Econômica, em substituição a Pedro Guimarães, demitido após acusações de assédio sexual contra funcionárias da empresa.

A imprensa noticiou denúncias de envolvimento de Pedro Guimarães nesta terça-feira (28), dando como certo seu afastamento do cargo. Daniella Marques será a terceira mulher a comandar a Caixa.

Antes dela já haviam passado pelo posto Maria Fernanda Coelho, no primeiro mandato de Lula, em 2006. Depois assumiu a ex-ministra do antigo Ministério do Planejamento, Miriam Belchior, em 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Daniella Marques atuou por 20 anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos. Antes da função atual que desempenha no Ministério da Economia, ela como chefe da assessoria especial de assuntos estratégicos da pasta desde o início da gestão de Paulo Guedes, em 2019.

Marques é graduada em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e tem MBA em finanças pelo IBMEC. 

Ela conta com o apoio total da equipe econômica do governo para assumir o cargo. A escolha foi objeto de elogios tanto por parte de pessoas que trabalham com ela quanto por outras alas do Ministério da Economia.

“É o nome perfeito para a posição”, diz uma fonte próxima de Marques. “É séria, muito competente, muito técnica e conhece muito o mercado.” Outro assessor do ministro da Economia observou que ela tem apoio “para fazer o que ela quiser, sempre”. 

Pedro Guimarães, está no centro de um escândalo de assédio sexual a funcionárias do banco. Segundo fontes, tão logo as denúncias vieram à tona, integrantes do núcleo político do governo e da campanha à reeleição passaram a pressionar o presidente Jair Bolsonaro pela demissão de Guimarães.

A pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet pede “apuração rigorosas e imediatas dos fatos”. Outro pré-candidasto, Ciro Gomes (PDT) diz que Pedro Guimarães é um “serial killer da honra de várias funcionárias” e Gleise Hoffmann, presidente do PT, afirma que é “esse tipo de gente repugnante que Bolsonaro tem ao seu lado”.

Autor

  • Jornalista, formado pela UFMG, em 1973. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda e sub-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (1994 a 2003) e integrante da Assessoria Parlamentar da ANTT (2015-2021).