Foto: Divulgação/PPI.Gov.Br

O Governo do Paraná lançou na terça-feira passada (21), a consulta ao edital de leilão da Nova Ferroeste, ferrovia que pretende ligar Maracaju/MS ao Porto de Paranaguá/PR. Está em vigor, até o dia 15 do próximo mês, o prazo para receber contribuições da sociedade. A publicação do edital será feita após a emissão da Licença Prévia Ambiental (LPA), prevista para o segundo semestre. O leilão na Bolsa de Valores (B3) deve ocorrer ainda neste ano e o contrato terá validade de 99 anos. O projeto total está orçado em R$ 36,8 bilhões.

O lance inicial do leilão foi fixado em R$ 110 milhões, valor que o governo estadual pretende aplicar em melhorias no trecho da ferrovia já existente e em operação. No evento de lançamento da consulta prévia, o governador Carlos Roberto Massa Jr (Ratinho) reforçou que o projeto da ferrovia é essencial para a transformação do estado em hub logístico da América do Sul. 

“Conectaremos Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e, com o ramal de Foz do Iguaçu, também o Paraguai. Isso viabiliza a ligação férrea com a Argentina e Chile, até Antofagasta, criando o corredor bioceânico multimodal que vai ligar o Pacífico ao Atlântico, tendo o Paraná como protagonista”.

O investidor privado que arrematar o projeto da ferrovia será responsável pela construção do trecho completo, de 1.567 quilômetros, incluindo os ramais entre Foz do Iguaçu/Cascavel, Chapecó/Cascavel e Dourados/Maracaju. 

Os contratos que serão assinados para a implantação da ferrovia, quatro serão de autorização e um de adesão. O contrato de adesão ligará Cascavel e ao porto de Paranaguá e terá prioridade de construção. O trecho deve ser implantado nos primeiros sete anos de vigência do contrato ao custo de R$ 14,5 bilhões. O desafio maior está na transposição da serra para acesso ao porto.

Os demais contratos fazem ligações entre Dourados (MS) e Maracaju (MS); Cascavel e Foz do Iguaçu (PR) e Cascavel e Chapecó (SC). A empresa vencedora do leilão deve estar apta para construir esses trecos de ferrovia entre o 7º e o 10º ano de concessão. A estimativa é que sejam implantados 1.567 quilômetros de trilhos.

Autor

  • Jornalista, formado pela UFMG, em 1973. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda e sub-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (1994 a 2003) e integrante da Assessoria Parlamentar da ANTT (2015-2021).