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CPI da Petrobras tem dificuldade para avançar

Ritmo de assinaturas é lento para instaurar a CPI devido à resistência dentro da base governista

Foto: Shutterstock/iStock

O requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras atingiu 139 assinaturas registradas nesta segunda-feira (27). Desde a semana passada, somente três parlamentares assinaram o documento apresentado por deputados do PL, partido do presidente da República.

A comissão foi uma sugestão de Bolsonaro que passou a atacar a estatal por conta dos aumentos sucessivos no preço dos combustíveis. A CPI é vista como um instrumento político que pode ter grande impacto eleitoral e, por causa disso, até mesmo aliados de Bolsonaro rejeitam a ideia. Contudo, alguns deputados da base como o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), e o líder do PL, Altineu Cortês (PL-RJ), ainda insistem na instalação do colegiado.

A oposição também se posiciona contra a CPI, justamente por enxergar a medida como eleitoreira.

Reação no Senado

Na semana passada, o Senado aprovou o convite de Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, e Paulo Guedes, ministro da Economia, para falar sobre as políticas de preços da Petrobras e tratar da pauta dos combustíveis. O requerimento foi feito pelo líder da minoria na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN), que alegou que a CPI era uma forma do governo desviar a atenção das políticas de preço da estatal.

Autor

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.