Foto: Shutterstock/iStock

O requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras alcançou, até a manhã desta quinta-feira (23), 136 assinaturas. No total, são necessárias 171 para que o colegiado seja instalado. Além disso, é preciso que haja um fato determinado e um prazo pré-estabelecido de funcionamento. Após isso, o presidente da Câmara faz a leitura do ato que oficializa a criação do colegiado.

A proposta de instalar uma CPI foi do próprio presidente da República, que teve o apoio do PL, partido ao qual é filiado. Contudo, a iniciativa enfrenta dificuldades mesmo entre aliados de Bolsonaro. A liderança do Progressistas, por orientação do ministro Ciro Nogueira, deu um passo atrás e tem orientado deputados a retirarem assinaturas. A oposição também é contra, por entender que Bolsonaro quer usar a CPI eleitoralmente.

Pelo requerimento apresentado pelo líder do PL, a CPI terá objetivo de investigar “supostas irregularidades no processo de definição de preços dos combustíveis no mercado interno”. A comissão também deve investigar a conduta da diretoria da Petrobras em relação aos preços, o modelo de gestão, os motivos do endividamento da Petrobras, o modelo tributário do petróleo, possíveis sonegações fiscais e benefícios corporativos que possam estar elevando os custos da Petrobras.

Autores

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.