Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Começou na segunda-feira (20) a distribuição e a instalação dos novos equipamentos para quem usa antenas parabólicas para recepção de TV, para evitar interferência nos canais abertos com a chegada da tecnologia 5G. Brasília será a primeira cidade do país a receber nova tecnologia.

Entidade criada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, vencedoras da principal faixa do leilão 5G, realizado pela Anatel em novembro do ano passado, iniciou os procedimentos finais para liberar a faixa de 3,5 gigahertz (GHz) na cidade.

A nova entidade – Siga Antenado – deu início à distribuição e instalação gratuita dos kits de recepção para as famílias registradas em Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que utilizam antenas parabólicas convencionais para sintonizar canais de televisão.

A expectativa é instalar 110 desses filtros, segundo Leandro Guerra, dirigente da Siga Antenado. Após concluído o processo em Brasília, a iniciativa será estendida a outras cidades atendidas pelas três operadoras.

A troca dos equipamentos faz parte das medidas de proteção, uma vez que o 5G vai usar a faixa de 3,5 GHz, que fica próxima da parte do espectro onde trafegam sinais de TV via satélite. Além da distribuição de kits para famílias de baixa renda, também serão instalados filtros em equipamentos profissionais de transmissão.

Em todo o país, há em torno de 20 milhões de famílias que recebem sinal da TV aberta via satélite na Banda C, com estimativa de que metade desse número são de inscritos no CadÚnico. A recepção desses sinais será transferida para outra parte do espectro.

Brasília foi escolhida para o início da instalação por critérios técnicos, operacionais, logísticos e demográficos, além da disponibilidade dos equipamentos em estoque, informa o dirigente da Siga Antenado, Leandro Guerra.

Em relação às demais capitais de estado, ainda não há previsão de início desse trabalho. De acordo com cronograma aprovado pela Anatel, a liberação da faixa de 3,5 GHZ para o 5G nas capitais deve acontecer até o fim de agosto, e a tecnologia precisa ser ativada até 29 de setembro, prazo já estendido em dois meses devido às dificuldades de importação de equipamentos em decorrência de problemas na cadeia de suprimentos, causados pela pandemia e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Autor

  • Jornalista, formado pela UFMG, em 1973. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda e sub-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (1994 a 2003) e integrante da Assessoria Parlamentar da ANTT (2015-2021).