Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (17), que vai reajustar o preço de venda do diesel e da gasolina para as distribuidoras. A partir de amanhã (18), o preço médio de venda do diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro – aumento de 14,2%. Já o preço médio de venda de gasolina passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro – aumento de 5,18%.

“A companhia tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio. Esse posicionamento permitiu à Petrobras manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de gasolina por até 99 dias”, publicou a estatal em nota.

Repercussão política

Enquanto o anúncio do aumento era preparado, o mundo político já planejava uma reação. O presidente da Câmara, Arthur Lira, anunciou em suas redes sociais que irá se reunir com lideranças partidárias para discutir as políticas de preços da Petrobras. O encontro irá ocorrer na próxima segunda-feira (19).

Lira também defendeu a renúncia do presidente da Petrobras. “O presidente da Petrobras tem que renunciar imediatamente. Não por vontade pessoal minha, mas porque não representa o acionista majoritário da empresa – o Brasil – e, pior, trabalha sistematicamente contra o povo brasileiro na pior crise do país. Ele só representa a si mesmo e o que faz deixará um legado de destruição para a empresa, para o país e para o povo. Saia!!! Pois sua gestão é um ato de terrorismo corporativo” declarou em suas redes sociais.

Bolsonaro, assim como Lira, falou sobre o tema: publicou que o governo é contra o aumento e, citando a greve dos caminhoneiros de 2018, disse que a Petrobras pode mergulhar o Brasil no caos.

Autor

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.