O presidente Jair Bolsonaro durante o lançamento do Canal Educação e do Canal Libras, no Palácio do Planalto.

Em entrevista concedida à Band, nesta segunda-feira (6), Jair Bolsonaro criticou o lucro da Petrobras e creditou o aumento do preço dos combustíveis ao ICMS. Ele também pontuou o fato de o Brasil ser obrigado a importar petróleo devido à falta de refinarias no país. Segundo o presidente, os três fatores são o que mais contribuem para a alta dos preços dos combustíveis no Brasil.

“Outro fator: a Petrobras tem uma ganância enorme. O lucro da Petrobras é enorme. Outras petroleiras no mundo baixaram a sua margem de lucro para ajudar os seus países”, declarou. Bolsonaro ressaltou que a margem do lucro da Petrobras tem aumentado devido à crise e que o Governo está tentando mudar algumas práticas da estatal. Ele enfatizou que não possui parte no preço dos combustíveis.

“Tenho conversado com a Economia e agora está em um momento mais crítico ainda. Pra você ver, os americanos zeraram o valor do imposto dos combustíveis. Eu zerei há 3 meses o imposto federal sobre o diesel, como zerei no início do ano passado o imposto federal do gás de cozinha, mas não temos o apoio de outros entes da Federação ” afirmou ao falar sobre o ICMS. Ele creditou o aumento dos combustíveis à manobra dos estados ao não reduzirem o ICMS sobre os combustíveis, como determina a Lei Complementar 192/2022, projeto aprovado pelo Congresso.

Bolsonaro afirmou que espera que o ministro Paulo Guedes resolva a questão de impostos sobre combustíveis nos próximos dias.

O Presidente da República também comentou sobre a dificuldade de privatizar a Petrobras. Ele disse que já conversou com o Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, sobre a desestatização, mas reconhece que o processo não irá para frente devido às dificuldades que o Estado teria para concretizar a operação. Segundo ele, no caso de privatização, seria preciso uma modulação porque “não pode simplesmente quem pagar mais, vai levar”, citando a refinaria da Bahia privatizada e que, de acordo com Bolsonaro, foi uma medida equivocada do governo Temer.