Presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o governo precisará cortar R$ 7 bilhões dos gastos de ministérios para permitir a concessão do reajuste de 5% para servidores federais. Segundo ele, a proposta ainda não é definitiva, mas será apresentada aos sindicatos.

Bolsonaro disse também que o governo ainda deve tentar atender os funcionários do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com propostas a parte. Contudo, destacou que, se os demais sindicatos ameaçarem greve por conta do tratamento diferencial, é provável que a proposta final seja os 5% de forma linear.

“Não tem recurso. O que a gente pode fazer de diferenciado é o pessoal do Depen e da PRF, que tá defasada como várias outras categorias. Se alguém me dizer de onde eu tiro o recurso, eu dou 10, 20%, sem problema”, declarou.

A declaração do Presidente da República vem após os servidores convocarem paralizações. As categorias do funcionalismo público afirmam que o percentual definido pelo governo federal não corresponde à inflação que deve ser registrada ao final deste ano, nem cobre a perda acumulada ao longo dos últimos anos. As entidades apontam ainda a falta de diálogo e de negociações do governo com os servidores e a falta de garantias sobre quais carreiras entrarão no reajuste, que ainda não tem data para começar a valer.

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  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.