Paralisação dos caminhoneiros em 2018, na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após uma semana avaliando qual seria a repercussão de uma eventual greve, o movimento de paralisação dos caminhoneiros começa a perder força. Em nota publicada nesta segunda, Wallace Landin, o “Chorão”, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), descartou a possibilidade de apoiar um movimento do tipo. “Temos o importantíssimo papel de manter o povo brasileiro devidamente abastecido. Isso aumenta muito nossa responsabilidade social, fato que requer ações inteligentes para não prejudicarmos os mais vulneráveis”, escreveu. “Fazer uma grande paralisação neste momento pode atrapalhar a recuperação econômica do Brasil, que ainda é muito tímida”, diz outro trecho.

O posicionamento vem em uma semana crítica para a categoria. Insatisfeitas com os preços dos combustíveis, lideranças cogitam fazer uma paralisação no próximo sábado (21), quando a greve de 2018, que Chorão ajudou a organizar, completa quatro anos. Na semana passada, Chorão declarou à Arko Advice que uma greve não estava fora de cogitação, mas precisava do aval da sociedade civil para concretizá-la.  

Em contrapartida, Chorão defende a aprovação do PL 1.205/2022, do senador Lucas Barreto (PSD-AP). O projeto define que “na prestação de serviço realizado pelo Transportador Autônomos de Cargas  (TAC), o combustível terá caráter meramente ressarcitório, não compondo o valor do frete, devendo ter seu custo repassado integralmente ao tomador do serviço, de forma destacada e apartada do frete”. O texto foi protocolado na última quarta-feira (11).

 

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  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.