Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, João Doria, enviou uma carta ao presidente do seu partido, Bruno Araújo em que repudia a decisão da legenda por definir pesquisas qualitativa/quantitativa como forma de nortear a escolha da terceira via. Ele diz ser vitima de um “golpe” do próprio partido. A carta vem em meio a diversas amostras que apontam Doria patinando nas intenções de voto e com alto índice de rejeição. Na quarta-feira é aguardada a pesquisa encomendada pela terceira via, onde há probabilidade de Simone Tebet figurar como o nome com mais condições de concorrer à presidência.

João Doria foi escolhido nas prévias do partido, realizada em novembro de 2021. Ele usa esse fato para defender, na carta, sua candidatura. Doria cita o artigo 152 do estatuto do PSDB, em que destaca que “os candidatos vencedores em eleições prévias terão seus nomes homologados nas Convenções convocadas para esse fim”. Uma decisão contrária a isso deve ser levada a justiça, segundo sinalizou o próprio político na carta. A ideia de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral só deve ser descartada caso a executiva recue das pesquisas como critério para definição de um candidato.

Em nota, o ex-governador de São Paulo também cita a carta publicada, em março deste ano, pelo Presidente do PSDB, Bruno Araújo, em que afirma que Doria seria o candidato do partido. “Nos deram a segurança necessária para renunciar ao mandato de Governador de São Paulo, para disputarmos, pelo PSDB, a Presidência da República” escreveu Doria, justificando que não há mudança no cenário político nacional para que o posicionamento de Araújo se alterasse.

Autores

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.

  • Graduanda de Ciências Sociais na Universidade de Brasília (UnB) e estagiária na Arko Advice.