Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A pesquisa Ipespe divulgada hoje (6) mostra um quadro de estabilidade na sucessão. O ex-presidente Lula (PT) lidera com 44%, um ponto percentual a menos que no levantamento realizado de 18 a 20 de abril, mas dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, ficou estável em 31%.

Apesar da estabilidade, vale registrar que Lula, pela primeira vez desde fevereiro, oscilou para baixo. Bolsonaro, por outro lado, parou de crescer. O presidente vinha melhorando sua intenção de voto desde fevereiro. Nos últimos três meses, Bolsonaro ganhou seis pontos.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 8%, mesmo índice da sondagem passada. Quem também ficou com o mesmo percentual foi o ex-governador João Doria (PSDB), que registrou 3%. O deputado federal André Janones (Avante) tem 2% e a senadora Simone Tebet (MDB) registrou 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 10%.

Conforme podemos observar, a polarização entre Lula e Bolsonaro permanece bastante consolidada. O ex-presidente e o presidente concentram 75% das intenções de voto no cenário estimulado. Na espontânea, esse percentual também é bastante sedimentado. Lula (38%) e Bolsonaro (29%) concentram 67% das intenções de voto. Tanto na espontânea quanto na estimulada, o nome mais bem posicionado da terceira via é Ciro Gomes. Porém, Ciro não ameaça Lula nem Bolsonaro. Ciro registra 8% na estimulada e apenas 4% na espontânea.

Neste momento, a distância de Lula para Bolsonaro na estimulada é de 13 pontos percentuais. E na espontânea, a diferença entre eles é menor: 9 pontos.

Na simulação de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 34%. A distância de 20 pontos em favor de Lula é a mesma registrada na sondagem passada. No segundo turno, pesa contra Bolsonaro seu índice de rejeição (60%), a mais elevada entre os pré-candidatos. Lula, por sua vez, é rejeitado por 43%.

Autor

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.