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A pesquisa FSB/BTG divulgada nesta segunda-feira (25) aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera a sucessão com 41% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) é o segundo colocado com 32%. E na terceira posição está o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 9%.

Em relação a pesquisa de março, Lula oscilou dois pontos para baixo (43% para 41%) enquanto Bolsonaro cresceu três pontos (29% para 32%). Com isso, a distância entre eles caiu de 14 para 9 pontos. O crescimento de Bolsonaro pode ser atribuído a saída do ex-ministro Sergio Moro (União Brasil), que no levantamento anterior aparecia com 8% das intenções de voto.

Outro aspecto importante a ser destacado é que a soma das intenções de voto nos candidatos da terceira via caiu de 24 para 17 pontos percentuais. Já a soma dos índices em Lula e Bolsonaro subiu de 72% para 73%, fortalecendo a polarização.

A sedimentação do voto em Lula e Bolsonaro pode ser observada também na menção espontânea. Lula (36%) e Bolsonaro (30%) somam 66% das intenções de voto, praticamente o mesmo percentual de março (65%). Vale registrar que em relação a março, Lula oscilou dois pontos para baixo na espontânea (38% para 36%) enquanto Bolsonaro cresceu três pontos (27% para 30%).

A FSB/BTG também testou cenários com menos candidatos. Na primeira simulação, sem a presença de João Doria, Lula lidera com 39%. Bolsonaro registra 31%. Em seguida aparecem Ciro (13%), Janones (4%) e Simone Tebet (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 10%.

Na segunda simulação, com o ex-governador do Rio Grande do Sul (RS) Eduardo Leite aparecendo como candidato do PSDB, Lula lidera com 41%. Bolsonaro tem 32%. Na sequência aparecem Ciro (11%), Leite (3%) e Janones (3%). Brancos, nulos e indecisos somam 8%.

Num possível segundo turno entre Lula x Bolsonaro, a vantagem é do ex-presidente (52% a 37%). Porém, vale registrar que, em relação a pesquisa de março, Lula oscilou dois pontos para baixo (54% para 52%) enquanto Bolsonaro oscilou dois pontos para cima (35% para 37%).

A principal dificuldade para Jair Bolsonaro no segundo turno continua sendo sua alta rejeição (57%), que é mais baixa apenas que a registrada por João Doria (63%). Em seguida, os candidatos mais rejeitados são Ciro Gomes (49%), Lula (45%), Eduardo Leite (38%) e Simone Tebet (31%).

A rejeição de Bolsonaro tem relação com a avaliação do governo. De acordo com a FSB/BTG, a avaliação negativa (ruim/péssimo) é de 51%. A avaliação positiva (ótimo/bom), por outro lado, soma 30%. E o índice regular é de 19%.

O grande problema para Bolsonaro é que dos que desaprovam seu governo (51%), 42% o consideram como “péssimo”. No outro extremo, entre quem aprova o governo (30%), apenas 15% o avaliam como “ótimo”.