Lula e Bolsonaro

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (7) sobre a sucessão mostra que a disputa continua bastante polarizada entre o ex-presidente Lula (PT), que lidera com 44% das intenções de voto, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que na comparação com o levantamento anterior (março), cresceu três pontos percentuais e registra agora 29%.

Neste primeiro cenário testado, o ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) aparece com 6%. O também ex-ministro Ciro Gomes (PDT) registra 5%. O deputado federal André Janones (Avante) soma 3%. O ex-governador de São Paulo (SP) João Doria (PSDB) e a senadora Simone Tebet (MDB) contabilizam 1% cada. Brancos, nulos e indecisos somam 10%.

No segundo cenário, sem a presença de Moro, Lula lidera com 45%. Em seguida aparecem Bolsonaro (31%), Ciro (6%), Janones (2%), Doria (2%) e Simone (1%). Brancos, nulos e indecisos somam 12%.

No terceiro cenário, com apenas quatro candidato, Lula tinha 45%. Na sequência aparecem Bolsonaro (29%), Moro (7%), Ciro (6%) e Doria (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 10%.

No quarto, Lula lidera com 44%. Bolsonaro registra 31%. Em seguida aparecem Ciro (6%), Janones (3%) e Doria (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 12%.

No quinto, Lula aparece com 46%. Bolsonaro tem 32%. Depois aparecem Ciro (7%) e Simone (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 12%.

Na última simulação, Lula lidera com 46% seguido por Bolsonaro (31%) e Ciro (7%). O ex-governador do Rio Grande do Sul (RS) Eduardo Leite (PSDB) tem 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 12%.

No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente venceria o presidente por 55% a 34%. Embora Lula tenha uma vantagem de 21 pontos percentuais sobre Bolsonaro. Em março, essa distância era maior: 23 pontos.

Ao que tudo indica, a melhora na posição de Jair Bolsonaro nas simulações de primeiro e segundo turno está ligada ao crescimento da avaliação positiva (ótimo/bom) do governo, que oscilou positivamente para 26%. Embora a oscilação esteja dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, vale registrar que, em fevereiro, a avaliação positiva era de 22%. Ou seja, em dois meses, a popularidade do governo cresceu quatro pontos. Por outro lado, nesse mesmo período, a avaliação negativa caiu cinco pontos: 51% para 47%. E o índice regular ficou estável em 25%.

A principal dificuldade para Bolsonaro no segundo turno é sua rejeição pessoal (61%), a mais alta entre os pré-candidatos. No entanto, sua rejeição caiu cinco pontos em relação a fevereiro. Lula, por sua vez, está com a rejeição estável (42%) desde dezembro do ano passado.