Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após o recuo de Rodolfo Landim e Adriano Pires de assumirem cargos na Petrobras, o governo estuda um nome para ocupar o cargo de presidente da Petrobras. Ambos abriram mão da indicação por conta do possível conflito de interesses.

O presidente Jair Bolsonaro tem poucos dias para indicar o novo presidente da Petrobras, que deve ser indicado até o próximo dia 13, data que está marcada para ocorrer uma reunião do conselho da estatal.

“O Governo está definindo os profissionais que preencham o perfil para ocupar os cargos de Presidente da Petrobras e o de Presidente do Conselho de Administração da empresa. Quando esses nomes forem definidos, eles serão devidamente informados”, informou o Ministério de Minas e Energia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), defende que o novo presidente da Petrobras defenda o papel social da empresa. Flávio argumenta que o ônus do aumento dos combustíveis recai sobre o presidente da República e avalia que o melhor é privatizar a estatal.

Arthur Lira defende revisar lei das estatais

O presidente da Câmara, Arthur Lira, defendeu revisar a lei das estatais. Para Arthur Lira, a legislação atual inviabiliza qualquer pessoa do ramo de atuar com sabedoria na empresa. Lira afirmou que ainda não há texto ou projeto em andamento, mas que já levou a ideia aos líderes partidários.

“A regra é difícil de ser cumprida porque foi feita pra isso, pra travar a Petrobras e se tornar isso que ela é hoje, causando esse inconveniente. A partir daí acho que há necessidade clara do Congresso debater para ver a possibilidade de mudar tópicos da lei e inclusive tratando da privatização da empresa”, defendeu o presidente da Câmara.

Pacheco rejeita ideia de privatizar Petrobras e afirma que lei das estatais não é o problema

Na contramão do que defende o presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco não defende a privatização da Petrobras.

“Neste momento não acredito que esteja na mesa privatização da Petrobras nem Banco do Brasil, nem de Caixa Econômica. São patrimônios Nacionais que se bem geridos geram lucro. É Preciso ter bastante cautela, em especial, em momentos de crise”, afirmou.

A avaliação do presidente do Senado também difere da de Arthur Lira quando o assunto é revisar a lei das estatais, ideia aventada nesta terça-feira pelo presidente da Câmara.
“O problema não está na lei, o problema está nas decisões políticas. No que se deve tomar de decisões na escolha dos nomes que devem compor esses quadros. Isso é uma Função do executivo para definição desses nomes, não se pode responsabilizar a lei por isso.” Para Pacheco, é necessário que tenha agilidade na indicação do presidente da estatal.