Em evento ocorrido na sexta-feira (4) em São José dos Campos (SP), o governo assinou com a empresa CCR Nova Dutra o novo contrato de concessão da Via Dutra (BR-116), que liga São Paulo e Rio de Janeiro desde 1951, quando foi inaugurada pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra. O último leilão ocorreu em 29 de outubro passado.

O contrato é de 30 anos e incorpora um trecho da BR-101 no litoral, entre Rio de Janeiro e Santos (SP). A Dutra foi a primeira rodovia federal transferida ao setor privado, em   1995, com um contrato de 25 anos. O novo contrato, que resulta da maior concessão rodoviária já feita no país, conforme destaca o Ministério da Infraestrutura, incorpora inovações para mudar a categoria da estrada (ver tabela a seguir).

O ato contou com a presença do ministro Tarcísio de Freitas e do presidente Jair Bolsonaro. A opção por São José dos Campos para a assinatura do contrato, ocorrida sob uma tenda armada à margem da rodovia, não foi casual. A cidade foi escolhida como domicílio eleitoral do ministro, que é natural do Rio de Janeiro mas se apresenta como pré-candidato ao governo paulista nas eleições de outubro.

Segundo informa o site do ministério, “a meta é dotar as duas rodovias de toda a infraestrutura necessária para proporcionar maior segurança e, consequentemente, conforto a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres”. Nelas, há tráfego intenso de veículos de passeio e, em especial, de caminhões, que transportam por ali mais da metade de toda a riqueza produzida no país.

A Via Dutra terá iluminação LED em todo o seu trajeto e câmeras automáticas para a identificação de incidentes. De forma pioneira no país, em um trecho da estrada será adotado o sistema free-flow, pelo qual o motorista não precisa parar nas cabines de pedágio e a tarifa é cobrada em função do trecho percorrido, com desconto para usuários frequentes.

Na Dutra será adotada metodologia internacionalmente reconhecida para reduzir acidentes, além de emissão zero de carbono. A CCR vai investir, ao longo do contrato (em valores de 2020), R$ 14,8 bilhões nas duas rodovias e mais R$ 10,8 bilhões na operação, o que inclui salários e serviços de atendimento a motoristas.

A previsão é de geração de 220 mil empregos durante a vigência do contrato. A obra mais importante na Dutra é a construção de uma nova pista na subida da Serra das Araras, no sentido Rio-São Paulo, em Resende, com investimento de R$ 1,2 bilhão.

Conheça os números da Dutra/Rio Santos

Extensão 625 km (235 km – Via Dutra)
Prazo do Contrato 30 anos
Investimentos (valores de 2020) R$ 14,86 bilhões (obras)
  R$ 10,8 bilhões (operação)

 

Construção da subida da Serra Das Araras/Rj – R$ 1,2 bilhão

Duplicação 80 km
Faixas adicionais 590 km
Vias Marginais 144 km
Passarelas 128
Passagem para fauna 59
Áreas de descanso para caminhoneiros 3 (Via Dutra) e 1 (Rio-Santos)
Municípios que receberão parcelas do ISSQN 33
População que vive na área da rodovia 34 milhões
Iluminação LED em todo o trajeto da Via Dutra
Motoqueiros ficarão isentos do pagamento de tarifa de pedágio