A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu na quinta-feira (10) consulta pública para receber sugestões sobre a proposta de edital do Leilão nº 3/22 (Leilão de Energia Nova A-4), pelo qual os empreendimentos devem começar a gerar em 1º de janeiro de 2026. O certame está previsto para 27 de maio.

Há 1.894 projetos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), totalizando 75.250 megawatts (MW) de potência. Os projetos de energia eólica e solar fotovoltaico reúnem 73.256 MW de potência (97,35% do total). A contratação será na modalidade por quantidade com prazo de suprimento de 15 anos.

Projetos hidrelétricos, com 1.018 MW de potência, também serão contratados por quantidade, com suprimento de 20 anos. Para a fonte termelétrica a biomassa, com 1.018 MW, os contratos serão por disponibilidade com suprimento de 20 anos. O Nordeste concentra em torno de 70% dos projetos e da potência cadastrados, com destaque para as fontes eólica e solar.

Os estados que reúnem mais empreendimentos disponíveis para o leilão são: Bahia, com 531 projetos e 19.215 MW em potência cadastrada; Minas Gerais, com 304 projetos e 14.008 MW cadastrados; Piauí, com 208 projetos e 8.060 MW; e Ceará, com 155 projetos e 6.093 MW.

A maior parte das usinas termelétricas cadastradas situa-se no Centro-Oeste e no Sudeste. Os projetos hidrelétricos localizam-se no Sul e no Centro-Oeste. A consulta pública estará disponível para contribuições até 28 de março pelo e-mail cp003_2022@aneel.gov.br.

Reservatórios aumentam

O armazenamento de água nas usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste caminha para chegar a 51,4% até o fim de julho, no cenário hidrológico mais otimista, segundo apresentação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

De acordo com o ONS, esse percentual não é alcançado desde junho de 2020 na região, onde se localizam 70% dos reservatórios do país. Caso a projeção do ONS se confirme, o volume vai representar 25,4 pontos percentuais acima do cenário no final de julho deste ano.

Atualmente, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste está com 42,85% da sua capacidade. O ONS apontou que o volume do reservatório equivalente do Sistema Interligado Nacional (SIN) foi de 49,4% no fim do mês passado, ou seja, 5,1 pontos percentuais acima do previsto no começo do ano.