O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, conversaram, na sexta-feira (21/1), sobre a possibilidade de um confronto na Ucrânia. Com poucos avanços, os países falaram por 90 minutos, em Genebra, e acordaram para realizar uma nova reunião depois que Washington responder a uma lista formal de demandas de Moscou, nas próximas semanas.

Há uma preocupação com uma possível invasão russa na Ucrânia. Os EUA, Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e União Europeia (UE) ameaçam enviar tropas para o país caso Moscou dê sinal verde para suas forças invadirem o território ucraniano. Na quarta-feira, Alemanha e Reino Unido ameaçaram impor sanções ao país caso a situação permaneça.

Em entrevista, Blinken classificou a reunião como “franca e substantiva”. “Se concluirmos [EUA e Rússia] que a melhor maneira de resolver as coisas é por meio de novas conversas, estamos certamente preparados para isso”, afirmou. Lavrov, por sua vez, negou que Moscou tenha qualquer plano ou intenção de atacar a Ucrânia.

Alemanha e Reino Unido

O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, conversaram por telefone na manhã de sexta-feira (21), sobre as agressões da Rússia na fronteira ucraniana. Os líderes concordaram que as ações precisam ser evitadas ou podem gerar sanções econômicas à Rússia.

Os EUA acusam a Rússia de enviar mais de 100 mil soldados para a fronteira, além de construir hospitais, alojamentos e transportar arsenais para uma suposta invasão. Segundo Scholz, a Alemanha mantém seu compromisso com a integridade territorial da Ucrânia.

O discurso foi feito na quarta-feira (19) durante o Fórum Econômico Mundial sediado em Davos, na Suíça. “O silêncio não é uma opção razoável”, afirmou o chanceler alemão. Scholz também reuniu-se na quinta-feira (20) com Blinken. Durante a visita, o secretário de estado dos EUA reafirmou o seu compromisso com o diálogo e sublinhou a unidade com aliados.


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