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O ano de 2022 começou com registro de superavit na balança comercial brasileira. Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, nas duas primeiras semanas de janeiro foi registrado saldo positivo de US$ 806 milhões. No período, o Brasil exportou o equivalente a US$ 9,94 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 9,13 bilhões. Os números representam uma corrente de comércio de R$ 19,07 bilhões, crescimento de 26,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O maior crescimento nas exportações foi no setor de produtos agropecuários, que atingiram o valor de US$ 1,59 bilhão, quase o dobro do que nas duas primeiras semanas de 2021. Boa parte desse crescimento veio do salto na venda de soja, que aumentou 5.302,5% em relação ao que foi vendido nas duas primeiras semanas de 2021. O café não torrado também teve aumento de 40% nas vendas e o algodão em bruto, 9,9%.

Na Indústria de Transformação, as vendas para o exterior cresceram 41,2%, chegando a US$ 6,01 bilhões, principalmente pelo aumento na venda de óleos combustíveis (+117,70%), produtos semi-acabados (+120,25%) e tabaco descaulificado ou desnervado (+136,52%).

Também houve aumento nas vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+53,6%), carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+58,5%).

Já na indústria extrativista, o crescimento na venda de óleos brutos de petróleo (+69,32%) e de minério de alumínio (+92,49%) não conseguiu ultrapassar a queda na venda de minérios de cobre (-59,47%), de ferro (-40,07%) e outros produtos não listados (-67,23). Assim, o setor registrou queda no volume de vendas de 3,94%.

Importações

Nas primeiras duas semanas de 2022, o Brasil comprou 22,03% menos produtos agropecuários do exterior do que no mesmo período do ano passado. A maior queda foi na importação de frutas e nozes, que recuou 50,80%. Também teve queda a importação de milho (-49,94%) e de trigo e centeio (-24,03%). Nem o aumento na importação de látex e gomas (+78,03%) e de peixes (+48,28%) conseguiu manter o índice positivo.

Já na indústria extrativista, a importação deu um salto de 218,87% no período, principalmente por conta da maior compra de carvão (+410,57%) e de gás natural (+399,56%).


Autor

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.