O estudo “Impactos Econômicos dos Cortes no Programa Casa Verde e Amarela”, encomendado por entidades da indústria da construção, revelou que a média de gastos com programas como o Minha Casa Minha Vida foi de R$ 11,3 bilhões ao ano entre 2009 e 2019. Já em 2021, o orçamento para o programa Casa Verde Amarela foi de R$ 27 milhões.

A estimativa é de que os gastos públicos com os programas habitacionais no Brasil sofreram corte de 98% no último ano. De acordo com o levantamento, o impacto deste corte repercute negativamente na geração de empregos diretos e indiretos, na geração de renda, na arrecadação fiscal, no efeito multiplicador em outros setores e no combate ao déficit habitacional, que já ultrapassa os 5,9 milhões de imóveis no país.
Segundo o estudo, moradias com déficit habitacional são aquelas constituídas de materiais impróprios e/ou improvisados, com excesso de pessoas que coabitam ou poucos cômodos para muitos moradores ou quando famílias comprometem um valor excessivo de sua renda com aluguel.

As regiões brasileiras com maiores números de déficit são a Sudeste e a Nordeste – por conta da grande concentração populacional. Juntas, somam quase 70% do total. A região Norte aparece em terceiro lugar, seguido do Sul e do Centro-Oeste. O estudo mostra que quando observada a proporção do déficit habitacional, em relação ao total de domicílios permanentes das respectivas regiões, a região Sul é a que possui menor participação, com apenas 5,6% em 2019.

O levantamento concluiu que além da queda do gasto do governo federal com políticas habitacionais, ainda há a perspectiva de deterioração, por conta do empobrecimento da população e do aumento do custo da moradia. O material foi apresentado a parlamentares em Brasília com o objetivo de demonstrar os efeitos dos cortes no programa e para reivindicar a retomada do orçamento para 2022.


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